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REGULAMENTO
DISCIPLINAR DA BM
Rogério
Teixeira Brodbeck
Noticia a Imprensa que o Regulamento Disciplinar da Brigada Militar está sendo revisto por uma comissão de oficiais e praças, a partir de uma proposta oriunda de um ex-ouvidor da Polícia de São Paulo e atual coordenador nacional de ouvidores de Polícia.
Como novidades, anuncia-se que serão suprimidas as punições de detenção e prisão, sendo resumidas a três tais sanções: advertência, repreensão e suspensão, nos moldes dos estatutos disciplinares civis, ou seja, mais um passo para a desmilitarização das PMs ou seu "apaisanamento". Diz ainda o porta-voz da Justiça e da Segurança do RS, e seu ouvidor – o mesmo que foi condecorado com uma medalha da BM, certamente por ter defendido os assassinos do Cabo Valdeci num confronto com os "coitadinhos" dos sem-terra – que com a nova legislação os oficiais estarão sujeitos a serem punidos por falta de disciplina. Quanta sandice! Como se hoje os oficiais não estivessem sujeitos ao RDBM (Regulamento Disciplinar da BM). O que me intriga é por que um funcionário graduado diz uma bobagem dessas. Será por ignorância? Ou por má-fé? Ou pelas duas coisas, para confundir a opinião pública e fomentar a luta de classes como o seu velho guru Marx pregava?
Anuncia-se também que será considerada transgressão grave exercer a administração ou gerência de sociedade civil de empresa privada, praticar atos de comércio e o exercício de qualquer atividade estranha à instituição militar. Só que tudo isso já é proibido hoje, sendo os oficiais do quadro de saúde os únicos a terem autorização para exercerem sua atividade no mundo civil. Os demais, dos quadros de combatentes, estão sujeitos a regime de tempo integral e dedicação exclusiva, o que, aliás, é forte argumento para que percebam uma remuneração condigna, o que hoje inocorre (os PMs do RS são os que menos ganham no país, junto com seus colegas da região da Seca e da Fome – Alagoas, Piauí, etc).
Além do mais, estranha-se a conduta da administração pública no
caso, pois o governo que aí está vive apregoando que é departicipação
popular só que na hora de mudar uma legislação que, claro, precisa ser
alterada, vai fazê-lo por decreto, ao sabor de ideologias e populismos
demagógicos, em vez de submeter, como todo o governo "democrático e
popular" que se preze, ao crivo do Parlamento. Nada mais natural que
num caso como esse o governo enviasse um projeto de lei à Assembléia para
lá, que é a verdadeira casa do povo, ser apreciado e votado, dentro do
regimher que estava com a vítima foi
levada como refém e estuprada. Dois dos criminosos foram presos depois de
trocar tiros com a polícia em Caxias do Sul.
Em Vacaria, a polícia também encerrou a fuga de criminosos que horas antes haviam mantido refém a família de um gerente de banco do município de Pinhal da Serra, na divisa com Santa Catarina. Perseguidos pela Polícia Rodoviária Federal, os assaltantes capotaram o carro. A polícia recuperou R$ 435 mil, roubados do banco.
Estupro e morte em Vacaria
XÊNIA
CHEMELLO
Agência RBS
Um
empresário foi morto, e uma mulher estuprada por assaltantes entre a noite
de segunda-feira e a madrugada de ontem em Vacaria.
Depois
de espancar e afogar o homem e de amarrar a mulher a um poste, dois dos ladrões
acabaram presos.
Por
volta das 23h30min de segunda-feira, o empresário João Alfredo Mackmillan
Porto, 46 anos, saiu com uma amiga de 32 anos na caminhonete Pajero dela.
Eles haviam deixado um ensaio de uma banda que ele integrava.
Porto
e a amiga pararam o veículo nas imediações da BR-116, próximo ao CTG
Porteira do Rio Grande, no acesso principal de Vacaria. Com os vidros
fechados e os bancos reclinados, o casal não percebeu a aproximação de três
jovens. O trio jogou uma pedra contra o pára-brisa e surpreendeu os dois,
anunciando o assalto.
Porto
foi ferido na cabeça por pedradas e pauladas. A mulher foi rendida e
obrigada a dirigir a caminhonete até a barragem de captação da Companhia
Rio-grandense de Saneamento (Corsan), a cerca de três quilômetros do
local.
Na
barragem, o empresário foi agredido novamente, até ficar desacordado. Em
seguida, o trio amarrou os pés e as mãos de Porto com fios de náilon e
pedaços de pano e jogou-o na represa.
Um
dos adolescentes estuprou a mulher. Em seguida, os ladrões a obrigaram a
ensinar como dirigir o veículo, que tem comandos automáticos. Antes de
fugir, os assaltantes amarraram a vítima em um poste de luz, a 200 metros
do local onde o empresário havia sido abandonado. Às 4h de ontem, ela
conseguiu se soltar e avisar a polícia.
Os
ladrões fugiram na Pajero, em direção a Caxias do Sul, levando o celular
e o relógio de Porto. Às 9h30min, os jovens pararam a caminhonete no
acostamento do Km 82 da RS-122. A Brigada Militar (BM) de Caxias do Sul
suspeitou da atitude e abordou o grupo.
Os
ladrões trocaram tiros com os policiais. Carlos Alexandre dos Santos
Vieira, 21 anos, foi preso. Um adolescente foi baleado na perna direita e
apreendido. O terceiro rapaz conseguiu fugir.
Vieira foi autuado em flagrante por latrocínio (matar para roubar) e encaminhado à Penitenciária Industrial de Caxias do Sul. O adolescente, também autuado por latrocínio, foi medicado e conduzido ao Centro de Juventude de Caxias, de onde era foragido.
Roubo milionário com reféns
Depois
de manter uma família refém durante uma noite inteira, assaltantes
conseguiram fugir com R$ 480 mil de um banco em Santa Catarina, na divisa
com o Rio Grande do Sul.
Uma
ultrapassagem indevida, porém, provocou a prisão de parte do bando perto
de Vacaria e a recuperação de quase todo o dinheiro.
O
roubo se iniciou às 20h de segunda-feira, quando pelo menos quatro homens
encapuzados invadiram a casa de Ivonir Fernandes da Silva, gerente da agência
bancária do Banco do Brasil em Pinhal da Serra. A agência tem um posto no
canteiro de obras da Usina Hidrelétrica de Barra Grande, em Anita Garibaldi
(SC). O bancário, a mulher e o filho de cinco anos permaneceram reféns, em
sua casa.
Por
volta das 6h, um dos assaltantes acompanhou o gerente até o posto bancário.
Eles obrigaram Silva a retirar R$ 480 mil, dinheiro do pagamento dos
trabalhadores da obra. Segundo a Polícia Militar (PM) de Anita Garibaldi,
após pegar o dinheiro, o grupo foi para Lagoa Vermelha. Silva e a família
seguiram com dois assaltantes em um Tempra até serem libertados no início
da tarde de ontem. Os outros ladrões fugiram em um Monza.
Às
8h, o Monza com os dois homens fez uma ultrapassagem perigosa no km 124 da
BR-285, em Vacaria. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) tentou abordar a
dupla. Três quilômetros adiante, o Monza capotou e seus ocupantes foram
presos, depois de um tiroteio.
Com
Doni Oliveira dos Santos, 34 anos, e Elves Amilson da Silva Costa, 31, foram
encontrados R$ 435.951,50, duas pistolas calibre 380 e munição. A dupla
foi autuada em flagrante por roubo, seqüestro e cárcere privado.
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