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O
Departamento de Justiça detém o controle administrativo das seguintes
organizações policiais federais: "Federal Bureau of
Investigation" (FBI), U.S. Marshalls (USM), "Drug Enforcement
Administration" (DEA) e "Immigration and Naturalization
Service" (INS).
5.1.1.
O "Federal Bureau of Investigation" (FBI)
O
FBI é a maior e mais famosa das agências policiais norte-americanas da área
federal, tendo sido criado pelo presidente Theodore Roosevelt em 1908.
Compete ao FBI fazer valer a legislação federal, exclusive em matérias da
competência de outros departamentos do governo federal. Ele possui mais de
9 mil agentes especiais e 11 mil funcionários civis nas atividades
administrativas e de apoio forense, distribuídos entre a sede da organização,
em Washington D.C. e os escritórios regionais localizados em outras grandes
cidades norte-americanas. O diretor da organização é escolhido pelo
presidente da república, estando sujeita sua confirmação pelo senado
federal.
A
formação do agente especial é realizada na academia nacional do FBI,
localizada em Quântico, Virgínia. É necessário formação de nível
superior em direito ou contabilidade para admissão como "agente
especial". O Brasil recebe vagas para treinamento de agentes federais
em Quântico.
Entre
as atividades de rotina do FBI estão incluídas as investigações acerca
do crime organizado, corrupção, pornografia, assaltos a banco e crimes do
colarinho branco, incluindo falsificações e fraudes comerciais envolvendo
ativos financeiros.
Afora
as atividades de investigação, que por sua natureza sejam de atribuição
federal, a organização também dá suporte às polícias estaduais e
locais. O FBI presta importantes serviços ao restante da comunidade
policial norte-americana nas áreas de identificação, criminalística e
informações sobre criminalidade nacional.
5.1.2.
A "Drug Enforcement Administration" (DEA)
A
Administração de Fiscalização de Drogas (DEA), hoje pertencente ao
"Justice Department", até 1973 fazia parte do Departamento do
Tesouro ["Bureau of Narcotics" (Bureau de Narcóticos)]. Entre
suas atribuições estão incluídas a interceptação do tráfico de
drogas, operações de vigilância com essa finalidade, bem como a infiltração
de seus agentes nas organizações envolvidas. Adicionalmente, a DEA mantém
registros de indústrias e fornecedores de substâncias controladas e
precursoras, atuando também como instituição focal do programa nacional
de erradicação da cannabis sativa.
5.1.3.
O "U.S. Marshals" (USM)
A
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PORTO ALEGRE LIDERA
RANKING DE ASSALTOS
COM MORTES NO PAÍS
O mais recente relatório sobre a
criminalidade do país, divulgado ontem pelo
Ministério da Justiça, traz boas e más notícias aos gaúchos. Porto
Alegre, ao lado
de Porto Velho (RO), tem os índices mais alarmantes de latrocínios
(roubos com morte) entre as 20 capitais brasileiras pesquisadas no primeiro
semestre deste ano. A capital gaúcha registrou ainda nos seis primeiros
meses
do ano um aumento nos roubos de veículos, homicídios no trânsito
(os chamados não-intencionais) e atentados violentos ao pudor. Porém,
as ocorrências de estupros, de furtos de veículos, de homicídios
dolosos (intencionais) e de lesões corporais caíram na Capital,
comparando-se os primeiros semestres de 2001 e 2002
Porto Alegre lidera ranking de latrocínios
Números divulgados pelo
Ministério da Justiça traçam um panorama da criminalidade em 20 capitais
brasileiras
KLÉCIO SANTOS
Sucursal Brasília
Colaborou Andrei Netto
Os dados estão em um relatório divulgado ontem em Brasília pelo Ministério da Justiça.
Entre as notícias positivas para os gaúchos, ocorrências de estupros, de furtos de veículos, de homicídios intencionais e de lesões corporais caíram no comparativo entre os primeiros semestres de 2001 e 2002. A estatística de latrocínios não sofreu variação, mas Porto Alegre e Porto Velho (RO) apresentam os índices mais altos do Brasil na relação com o número de habitantes.
A capital gaúcha registrou nos seis primeiros meses do ano um aumento nos roubos de veículos, homicídios no trânsito (não-intencionais) e atentados violentos ao pudor em relação ao ano passado.
Nos furtos de veículos, apesar de uma queda nos indicadores em cerca de 6%, Porto Alegre só não é pior do que São Paulo. Os roubos de veículos – aqueles em que o condutor está presente – também subiram. A taxa atual é de 114,4 casos por 100 mil habitantes, inferior apenas a de São Paulo e Rio.
O secretário Nacional de Segurança, coronel José Vicente da Silva Filho, defende reordenar a destinação de recursos, auxiliando capitais com maiores problemas, como Porto Alegre, a combater o roubo e o furto de carros.
– Os crimes contra o patrimônio estão em crescimento e evidenciam as deficiências das polícias. Os próximos governos terão de se empenhar na organização e modernização dos seus processos de trabalho. O problema não será resolvido somente com mais efetivo, viaturas e armas – alertou.
José Vicente defendeu a modernização da coleta de dados em todo o país para aprimorar o diagnóstico da segurança pública.
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