parte Polícia e Segurança Pública

 

 

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FAZENDO A NOSSA PARTE 

                                                                        Rogério Teixeira Brodbeck        

        Temos acompanhado vivamente manifestações diversas, notadamente de formadores de opinião dos grandes centros, em especial de Porto Alegre, sobre a questão da Segurança Pública. Tais opiniões emergem ciclicamente, a cada crise de recrudescimento da violência e da criminalidade. Mesas-redondas, painéis, simpósios, entrevistas, debates, enfim toda a sorte de discussão vêm à tona nessas horas, com a participação de jornalistas, políticos, sociólogos, antropólogos e até mesmo autoridades na área. E as conclusões são quase sempre as mesmas, no sentido de se apontar o Estado como o vilão da história e, em alguns casos, o Legislativo por não promover as mudanças necessárias no ordenamento jurídico vigente, em especial o atinente ao processo penal e ao regime de penas.

        Entrevistados, vêem-se autoridades da área (sejam ou não conhecedores da questão, como alguns políticos nomeados para a área da Segurança simplesmente por essa condição) clamando aos quatro ventos pela destinação de recursos (no caso dos detentores diretos da responsabilidade, como os comandantes de Unidades e os delegados de Polícia), ou enfatizando a necessidade da mudança estrutural e cultural da população e das polícias, pleiteando até a sua unificação, desmilitarização e outras baboseiras mais, típicas de quem não conhece a organização policial no resto do mundo.

O que quero indagar aqui, brevemente, é quando foi a última vez que olhamos para nosso próprio umbigo? Quando foi que o Comando da Corporação (qual Comando?) promoveu algum simpósio, painel, seminário, para apreciar trabalhos e opiniões de brigadianos sobre como, por exemplo, realizar patrulhamento motorizado, ou guarda de presídio, ou que equipamento deve o patrulheiro usar rotineiramente? Em Comando anterior, divulgou-se um plano de metas, com a nomeação de comissões para compilar e apresentar trabalhos sobre os temas de então. O que foi feito disso? Em outro, já mais antigo, nomearam-se comissões igualmente, para trabalhar sobre temas policiais militares e propor minutas de novos diplomas legais. Onde estão os trabalhos?

As idéias e opiniões aqui expressas são de inteira responsabilidade dos seus respectivos autores.

 

Web designer: Otálio Afonso   dados Polícia e Segurança Pública

 

 

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Zero Hora de 21/10/01

 

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