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Zero Hora de 07/05/02 |
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DISCIPLINA COMO FATOR DE PROSPERIDADE ALAOR
SILVA BRANDÃO Sumário 1. A disciplina como fator de liberdade. 2. A disciplina como fator de progresso material. 3. A disciplina como fator de estabilidade. A disciplina como fator de segurança. 5. A disciplina como fator de bem estar. 1.
A DISCIPLINA COMO FATOR DE LIBERDADE Desde a Revolução Francesa, a humanidade vem buscando, de forma mais ou menos àvida, um bem, que se convencionou ser tão importante quando a vida: é a Liberdade. No entanto, poucos se preocuparam em verificar quais as condições prévias para o exercício desse tão propalado direito de cada cidadão, seguramente tão defendido quanto controvertido. Julgam alguns que, por Liberdade, deve ser entendida Liberdade Absoluta, pois qualquer restrição seria uma negação do princípio libertário básico. Chegaram alguns filósofos de plantão a afirmar que o seu uso sem restrições é simples: é só fazer espontaneamente com que a Liberdade de um não se sobreponha à do outro, ou seja, que a minha liberdade termine no exato extremo em que comece a sua. Mesmo que fosse possível determinar esses extremos, ainda teríamos um problema muito grave para a aplicação desse princípio: o conceito de Liberdade varia de acordo com a pessoa, por ser um bem altamente subjetivo. Diante desse problema, como resolver a questão? A História deve servir, nessas ocasiões, de guia e de orientação. Como têm se saído os povos que optavam pela Liberdade Absoluta? Ou não chegou ainda a haver nenhum povo com esse predicado? Como dissemos no início, esses conceitos de Liberdade datam da Revolução Francesa. Mas na França já se tentou a Liberdade Absoluta? E nos Estados Unidos, tão propalados como “a terra da liberdade”? Passemos a analisar cada uma das indagações. Primeiramente, não se tem notícia de nenhum povo que tenha optado pela Liberdade Absoluta, até porque esse conceito é de difícil implantação. Sempre seria preciso algum órgão, alguma regra, para garantir essa Liberdade, e só aí teríamos uma restrição, o que a faria não ser absoluta. Na França, o que houve no fim do século XVII foi um aumento de grau de liberdade, e não uma liberação geral. Na própria Revolução, muito se falou sobre o assunto, mas na prática, pouco se fez. A guilhotina é uma testemunha eloqüente nessa questão. No
Estados Unidos, a decan com Souza). O
ex-governador Alceu Collares (PDT), maçom e adversário do secretário
Bisol, veio a público defender a maçonaria – que chama de sociedade
“discreta” e não “secreta”. –
Das tantas bobagens que o Bisol disse, essa é tão grande que cobre todas
as outras. A maçonaria só aceita homens livres e de bons costumes. E nunca
houve discussão sobre poder judiciário, legislativo ou executivo. Ela
discute princípios humanistas. O Bisol perdeu uma oportunidade de ficar
calado, pois não conhece nem a história da maçonaria. Foi ela que
inspirou a expressão liberdade, igualdade e fraternidade durante a Revolução
Francesa. Procurados
por ZH, o presidente do Tribunal de Justiça e o corregedor-geral não se
manifestaram oficialmente sobre o assunto.
Para Ajuris, Bisol age como inimputável José
Barrionuevo O
presidente da Ajuris, José Aquino Flôres de Camargo, divulgou nota
acusando o secretário Bisol de estar agindo como inimputável (são os
incapazes, menores de idade e portadores de deficiência mental). O
desembargador, que não é maçom, utiliza expressões como “prática
autoritária”, “arbítrio”, “preconceito”, “ideologia”,
“desequilíbrio” definindo a conduta do ex-desembargador. De forma didática,
lembra a Bisol a indispensável postura dos magistrados – com “ética,
decência, honestidade” – para exercer com dignidade o cargo, o que o
desembargador aposentado “talvez tenha esquecido de seu passado”. “O
secretário Bisol age como um inimputável, isto é, como quem se sente
imune a qualquer espécie de responsabilidade e imagina que não necessita
‘filtrar’ suas idéias. O risco é que, reiterando tal conduta, caia no
ridículo, desmoralizando a autoridade do cargo que ostenta. Ao colocar em
suspeita toda a Justiça, talvez tenha esquecido do seu passado.
Desmoralizar às instituições traduz prática autoritária, que não
recomenda a democracia. O desembargador aposentado deveria saber que as
decisões judiciais só se legitimam quando fundamentadas no direito; não
em ideologias. Ainda assim, estão sujeitas ao recurso. Quando em segundo
grau, são colegiadas, afastando-se assim, o arbítrio. Mas não apenas
isso: a cena judiciária é fiscalizada por advogados e membros do Ministério
Público. A filosofia, a ideologia, a crença, enfim a paixão pessoal de
cada um não são requisitos à carreira da magistratura, tampouco
constituem óbice. Portanto, merecem apenas respeito. O contrário significa
preconceito. O que distingue o indivíduo é seu caráter; não a sua condição
de maçom. Ao exercício da magistratura exige-se honestidade, decência, ética,
enfim compromisso com a dignidade do cargo. Mas, sobretudo, responsabilidade
e equilíbrio são indispensáveis a quem pretende julgar condutas humanas
(grifo do autor). O senhor secretário talvez tenha esquecido disso, pois
faz tempo que retirou a toga.” Petista
vê Bisol na extrema direita Um
professor de história, maçom, do PT, diz que as declarações do secretário
da Segurança “vincula seu autor à extrema direita”. Lembra o Protocolo
dos Sábios de Sião, que falava de uma conspiração judaico-maçônica no
mundo inteiro, que serviu de inspiração para as atrocidades cometidas por
Hitler, colocando em prática suas idéias. O mesmo intelectual, conhecido
do colunista (prefere o anonimato, no momento), lembra que até os anos 60
um escritor ligado ao integralismo, Gustavo Barroso, via conspiração maçônica
em todos os acontecimentos importantes da vida política brasileira. Observa
ainda que a maçonaria foi vetada na Espanha de Franco e no Estado Novo de
Vargas. É o discurso do secretário. Maçons
devem perdoar secretário Tolerantes
por natureza e doutrina, os maçons vão perdoar Bisol, que pouco conhece a
instituição milenar. Farão o mesmo os juízes? É
recomendável que Bisol leia um pouco mais sobre a maçonaria a partir dos
Templários. Afinal, até o Papa (o atual, João Paulo II) reconheceu que a
maçonaria foi indevidamente perseguida. Se foi secreta, foi secreta como o
cristianismo, que se escondeu das perseguições nas catacumbas. Há
um simbolismo, sim, mas há muito tempo deixou de ser uma instituição
secreta. Apenas preserva seus rituais. A filosofia maçônica prega a busca da justiça e da perfeição como formas de crescimento humano. Se fosse maçom, certamente Bisol seria mais discreto. Respeitaria mais o próximo. |
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