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Zero Hora de 30/04/02 |
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BM
tem 28% da frota parada em Porto Alegre CARLOS ETCHICHURY Dos
203 carros, caminhonetes e motos que deveriam estar sendo usados no
policiamento ostensivo de Porto Alegre, 57 (28%) estão fora de combate. Os
veículos repousam no pátio de uma oficina da Brigada Militar (BM), na
Avenida Praia de Belas, bairro Menino Deus. Segundo
o responsável pelo Comando de Policiamento da Capital (CPC), coronel Ilson
Pinto de Oliveira, destacamentos e batalhões responsáveis por grandes áreas
territoriais podem ser prejudicados em função da baixa dos veículos. –
Áreas como a do Destacamento Especial da Restinga e a do 1º BPM (Batalhão
de Polícia Militar, responsável pela Zona Sul) podem sentir mais a ausência
dos veículos, mas a baixa de quase 30% não chega a ser alarmante –
avalia Oliveira. A
situação, de acordo com o próprio comandante, já foi pior: –
Já tivemos problema mais graves de falta de veículos – conta. Em
dezembro de 2000, por exemplo, a BM teve a sua disposição menos da metade
da frota na Região Metropolitana. Segundo o Comando de Policiamento
Metropolitano (CPM) – órgão desmembrado no ano passado, quando foi
criado o Comando de Policiamento da Capital –, 54% dos veículos que
existiam em 1998 estavam estragados ou fora de uso em dezembro de 2000. Na
Capital, a situação era crítica em praticamente todas as unidades. Quem
mais sofreu foi o 1º Batalhão de Polícia Militar (1º BPM), que dispunha
algumas vezes de apenas dois automóveis para realizar o patrulhamento em 17
bairros da Zona Sul. Mesmo
que a situação atual não seja considerada crítica pela BM, oficiais da
ativa e da reserva consideram “alto” o índice de quase 30% de veículos
impossibilitados de rodar. Para o presidente da Associação de Oficiais da
BM, coronel Cairo Camargo, razoável seria um percentual entre 10% e 15% do
total de carros e motos fora de combate. –
Mais do que isso é um percentual muito alto de veículos baixados, que pode
comprometer a qualidade do policiamento – opina. Para
o subcomandante-geral da BM, coronel Luiz Antônio Brenner Guimarães, deve
ser considerado normal a baixa entre “20% e 25% da frota” do
policiamento. O
responsável pelo Comando de Policiamento da Capital justifica que muitos
dos veículos que aguardam manutenção apresentam mais de 60 mil quilômetros
rodados. De
acordo com Ilson Pinto, os carros e as motos chegam a rodar durante as 24
horas do dia. O coronel assegura que problemas burocráticos também
dificultam o conserto imediato dos veículos baixados. –
Algumas vezes, temos de esperar por licitações para resolver problemas
simples e isso faz com que acabe demorando o conserto – diz o coronel.
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